ipo

O que é IPO? Entenda como funciona

Um IPO, ou oferta pública inicial, é a venda inicial de ações de uma empresa para o público. Antes do IPO, as ações da empresa são privadas e não podem ser vendidas ao público.

A sigla corresponde ao termo em inglês Initial Public Offering e representa a entrada da empresa na Bolsa de Valores – B3.

Por que as empresas realizam IPO?

Empresas iniciantes podem abrir o capital para arrecadar dinheiro para desenvolver e expandir seus negócios. Outras empresas podem abrir o capital para expandir produtos ou serviços existentes.

Existem algumas outras vantagens em abrir o capital. As empresas podem levantar capital sem aumentar a dívida e permitir que os acionistas existentes lucrem com o crescimento da empresa, liquidando suas ações.

Por outro lado, as empresas de capital aberto aumentam os custos com o marketing, contabilidade e aspectos legais. A relação com investidores deve ser aberta e transparente.

Processo de abertura de capital

Então, como exatamente uma empresa abre o capital?

Primeiro, uma empresa recebe a ajuda de um banco de investimento para subscrever a oferta pública de ações. Isso significa que eles definem o preço de quanto cada ação é vendida.

Por sua vez, o subscritor recebe uma comissão pela venda dessas ações.

Muitas vezes, o subscritor líder reunirá outros bancos de investimento em um consórcio, permitindo que mais instituições participem.

A empresa, juntamente com o consórcio de subscrição, desenvolverá um prospecto – relatório – detalhando as informações da oferta. O documento deve ser registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O próximo passo é obter compromissos de compra de investidores institucionais, corretores e outros bancos.

Esses grupos então disponibilizam as ações, geralmente para clientes de alto valor, normalmente em troca de manter o estoque por um período de tempo.

Esta colocação de ações é a Oferta Pública Inicial.

Assim que o IPO for concluído, as ações começam a ser negociadas na Bolsa de Valores.

Estreia na B3

A empresa recebe um código de negociação na Bolsa. Os códigos das ações geralmente são formados por quatro letras e um número (PETR4, VVAR3) e os fundos de investimento imobiliário (FII) com quatro letras e final 11 (MXRF11, HGLG11).

É aqui, na B3, que o preço das ações ou cotas é determinado pelas forças do mercado, não pelos subscritores ou pela companhia.

Geralmente, o início da negociação das ações na bolsa é marcada por volatilidade, ou seja, oscilação grande nos preços.

Os investidores interessados ​​em participar da IPO devem verificar as regras para participação. Valor mínimo, prazos e perspectivas de preço inicial devem ser expressas no relatório de prospecção.

Mas para o investidor geral, comprar ações pelo preço de oferta antes da abertura dos negócios na bolsa de valores começar pode ser mais difícil. Seja pelo valor mínimo de investimento ou restrições específicas da oferta.

A maioria dos investidores, geralmente, esperam até que as ações sejam negociadas na bolsa de valores. 

Riscos da IPO

É importante perceber que o risco de um IPO varia de acordo com a empresa. Algumas empresas têm um longo histórico de crescimento de lucros antes de abrir o capital, enquanto outras podem abrir o capital para gerar dinheiro e pagar suas contas.

Também existem riscos comuns à maioria dos IPOs, incluindo a falta de histórico de negociação anterior, informações da empresa são limitadas e volatilidade de preço inicial.

E o risco de perda é substancial. Mas, com o risco de perda, vem também o potencial de lucro. E esse potencial é um dos motivos pelos quais muitos traders prestam tanta atenção aos IPOs.

E aí, o que você pensa sobre a oferta inicial de ações? Já participou de uma IPO? Pretende investir em empresas que entraram recentemente na B3? 

Deixe os comentários, fale um pouco da experiência com este tipo de ativo.

nv-author-image

Cristiano Alvarenga

Editor do FiiBrasil. Jornalista, mestre em Comunicação pela Unesp e cursando doutorado na Universidade do Minho (Portugal). Experiência no mercado bancário (Banco do Brasil) e em publicações voltadas para a educação e economia.

Deixe uma resposta